Maranhão tem mais de 1,2 mil pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica, aponta levantamento

O Maranhão registrou 1.203 pessoas monitoradas por tornozeleira eletrônica no segundo semestre de 2024, de acordo com dados da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen). O estado aparece em posição intermediária no ranking nacional, que contabilizou 122.102 monitorados em todo o país até dezembro do ano passado.

O uso do equipamento tem crescido de forma constante nos últimos anos. Desde 2016, quando havia pouco mais de 6 mil pessoas com tornozeleiras no Brasil, o número aumentou 95%. O próximo levantamento, referente ao primeiro semestre de 2025, deve ser divulgado em agosto.

Como funciona o monitoramento eletrônico

A tornozeleira é um dispositivo de cerca de 128 gramas com GPS e modem que transmite informações em tempo real por sinal de celular. É utilizada pela Justiça para monitorar investigados ou condenados em regimes semiaberto, aberto ou domiciliar.

Do total de monitorados no país:

  • 87,95% (107.393) são homens

  • 12,05% (14.709) são mulheres

Perfil dos monitorados:

  • Presos provisórios (sem condenação): 29.553

  • Presos sentenciados (regime fechado): 4.239

  • Semiaberto: 65.673

  • Aberto: 22.111

  • Medida de segurança (internação): 208

  • Medida de segurança (ambulatorial): 318

Pandemia acelerou uso do equipamento

O maior salto no número de monitorados foi em 2020, durante a pandemia. À época, o Supremo Tribunal Federal autorizou a prisão domiciliar para detentos do grupo de risco da Covid-19, o que elevou em quase 56 mil o número de tornozeleiras em uso.

Estados com mais monitorados

  1. Paraná: 17.996

  2. Rio Grande do Sul: 10.582

  3. Mato Grosso do Sul: 10.144

Estados com menos monitorados:

  • Roraima: 120

  • Amapá: 697

  • São Paulo: 731

O levantamento não inclui dados posteriores a janeiro de 2025, como o caso do ex-presidente Jair Bolsonaro, que passou a ser monitorado com tornozeleira em julho, por ordem do ministro Alexandre de Moraes, no âmbito de uma investigação sobre tentativa de golpe.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *