Por que os católicos não comem carne na Quaresma?

Catedral Nosso Senhor do Bomfim. Foto: Joeder de Oliveira

Durante o período da Quaresma, muitos católicos adotam a prática de deixar de consumir carne como forma de penitência e preparação espiritual. No calendário da Igreja, a Quaresma antecede a Páscoa — considerada a celebração mais importante do cristianismo — e é marcada por reflexão, oração e conversão.

A orientação oficial da Igreja Católica determina a abstinência de carne na Quarta-Feira de Cinzas e na Sexta-Feira Santa. Segundo o padre Regis Soczek Bandil, coordenador-geral da Ação Evangelizadora da Arquidiocese de Curitiba, a prática é um gesto de união ao sacrifício de Cristo.

“A orientação é dada aos fiéis como forma de se unir ao sacrifício de Cristo na cruz. Este é um preceito católico válido para a Quarta-Feira de Cinzas e para a Sexta-Feira Santa”, explica.

Além dessas duas datas obrigatórias, muitos fiéis optam por estender a abstinência para todas as sextas-feiras da Quaresma ou até mesmo durante todo o período quaresmal. No entanto, o sacrifício não precisa ser necessariamente a carne.

“O tempo da Quaresma é de sacrifício e de encontro com Deus. Cada pessoa pode escolher seu propósito: praticar mais caridade, intensificar a oração, moderar as palavras ou até rever atitudes nas redes sociais”, reforça o sacerdote.

Nos dias de abstinência, carnes como a vermelha, suína e frango são evitadas, podendo ser substituídas por peixe, ovos ou outros alimentos.

Neste ano, o período da Quaresma se encerra no dia 2 de abril, dando lugar às celebrações da Páscoa.

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