Aprovada MP que estrutura os CRAS para desenvolvimento do programa Maranhão Livre da Fome

O Plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão desta quinta-feira (3), a Medida Provisória nº 493, que altera a Lei Estadual nº 12.502, de 13 de março de 2025, que institui o Programa Maranhão Livre da Fome. De acordo com a Mensagem nº 48/2025, a medida visa proteger e garantir direitos sociais relacionados ao mínimo existencial, de atribuição de todos os entes federados que têm competência concorrente para legislar sobre o tema da assistência social.

A MP altera a lei que institui o Programa Maranhão Livre da Fome e apresenta como propósito a estruturação e o fortalecimento dos Centros de Referência da Assistência Social (CRAS), mediante investimentos em infraestrutura, mobília e equipamentos, por meio da atuação da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), para a redução da pobreza, o combate da insegurança alimentar, e o enfrentamento ao ciclo de reprodução da pobreza entre as gerações.

Na justificativa da Medida Provisória, o governador Carlos Brandão diz que “a concretização dos direitos sociais é um desafio para as sociedades contemporâneas no sentido de garantir-se a sua plena efetividade, sempre pressionados pelo tema dos custos financeiros. Assim, esta soma-se a outros diplomas no ordenamento jurídico que serão importantes instrumentos de garantias de direitos sociais”.

A MP insere parágrafo único à Lei Estadual nº 12.502, de 13 de março de 2025, assinalando que “compete ainda à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes) a atuação na estruturação dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS), compreendendo melhorias na infraestrutura e nos equipamentos, conforme regulamentação específica a ser expedida pelo Poder Executivo.

Resultados positivos

No encaminhamento da votação do projeto, o líder do Governo na Assembleia Legislativa, deputado Neto Evangelista (União Brasil), defendeu a aprovação da Medida Provisória, argumentando que seus efeitos produzirão resultados positivos imediatos para a população maranhense mais vulnerável.

Neto Evangelista explicou que o Poder Executivo resolveu fazer uma alteração na legislação, porque houve um pedido para que o governo, na implementação do programa “Maranhão Livre da Fome”, delegue à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social a competência de reformar e equipar os Centros de Referência de Assistência Social,

Os deputados Ricardo Arruda (MDB) e Helena Duailibe (PP) também se pronunciaram na defesa da aprovação do projeto. Ricardo Arruda observou que 44% dos cartões do Programa Maranhão Livre da Fome não foram entregues em São Luís, e parte do serviço seria a cargo da própria estrutura do município de São Luís.

“Enquanto São José de Ribamar falta entregar 35%, Paço do Lumiar, 27%; São Luís é o município que menos avançou na Região Metropolitana, com relação à questão desses cartões. Então, faço apelo à aprovação da matéria porque nós sabemos que a população de São Luís precisa muito, e esse programa vai trazer benefício muito grande, e a Prefeitura de São Luís não está avançando tanto quanto os demais municípios da Grande Ilha”, afirmou Ricardo Arruda.

Participação

A deputada Helena Duailibe fez questão de lembrar que estava no governo, como titular da Secretaria de Política para as Comunidades, e teve a chance de participar de inúmeras reuniões com representantes do poder público e de representantes de entidades da sociedade civil.

Todas as reuniões foram muito participativas. E eu participei ativamente da construção do ‘Maranhão Livre da Fome’. A construção deste programa partiu de várias entidades. Agora, os dados que foram dados pelo CadÚnico precisam ser revisados e o Governo começa a apurar a consistência destas informações, que não foram criadas pelo Governo do Estado, foram coletadas por dados que estão em cadastrados nacionais. Por essa razão, cabe, sim, o aperfeiçoamento da legislação que criou o Maranhão Livre da Fome”, frisou a deputada Helena Duailibe.

Nova ferrovia pode ligar Brasil ao Pacífico via Peru

Os governos do Brasil e da China assinaram nesta segunda-feira (7) um acordo de cooperação que poderá resultar na construção de uma ferrovia interoceânica, ligando o Atlântico ao Pacífico. A proposta prevê a criação de um corredor logístico entre o território brasileiro e o porto de Chancay, no Peru, com o objetivo de facilitar o escoamento de produtos brasileiros para o mercado asiático — especialmente para a China.

De acordo com o projeto inicial, o traçado da ferrovia partirá da Bahia e atravessará os estados de Goiás, Mato Grosso, Rondônia e Acre, até alcançar o litoral peruano. Embora ainda não haja estimativas de custo, o acordo sinaliza o início de estudos conjuntos para viabilizar a obra.

O memorando de entendimento foi assinado pela Infra S.A — empresa pública vinculada ao Ministério dos Transportes — e pelo Instituto de Pesquisa e Planejamento Econômico da China Railway. A assinatura ocorreu durante uma cerimônia virtual.

Segundo estimativas do governo peruano, o novo corredor logístico pode reduzir de 40 para 28 dias o tempo médio de transporte de cargas entre a América do Sul e a Ásia. O porto de Chancay, que será o destino da ferrovia, foi financiado pela China e inaugurado em 2024 como parte da “Nova Rota da Seda”, iniciativa internacional de infraestrutura liderada por Pequim.

Embora o Brasil ainda não tenha aderido formalmente à “Nova Rota da Seda”, o país reconhece a importância da China como seu maior parceiro comercial e principal investidor estrangeiro em infraestrutura.

O acordo tem validade inicial de cinco anos, com possibilidade de prorrogação, e prevê a atuação conjunta de equipes brasileiras e chinesas em estudos sobre a logística nacional. O foco será a integração entre diferentes modais de transporte — ferrovias, hidrovias e rodovias —, com atenção à sustentabilidade econômica, ambiental e social.

Produtores rurais de Barra do Corda dobram produtividade com pastejo rotacionado

Pecuaristas de Barra do Corda aderem ao pastejo rotacionado para aumentar produtividade e reduzir custos. (Sebrae/Divulgação)

Uma técnica cada vez mais adotada por produtores brasileiros têm ganhado espaço também em propriedades de Barra do Corda (MA): o pastejo rotacionado. A prática, que divide a área de pastagem em piquetes e alterna o uso por períodos, melhora o aproveitamento do capim, dá mais tempo de recuperação ao solo e aumenta a oferta de alimento para o gado.

Com o apoio técnico do Sebrae, que subsidia até 70% do valor do projeto por meio do Sebraetec, produtores como Estevão Negreiros já observam os primeiros resultados. “Minha terra é pequena, então precisava aproveitar bem. Com a consultoria, fizemos o projeto certo e agora estou vendo o retorno”, afirma.

O objetivo é garantir capim sempre disponível e de melhor qualidade, promovendo uma alimentação mais equilibrada para o gado. Com isso, o produtor consegue aumentar a lotação da área, melhorar o ganho de peso dos animais e reduzir custos com suplementação.

Eletrificadores com placas solares acopladas permitem o uso da cerca elétrica mesmo em áreas sem energia convencional. (Sebrae/Divulgação)

Segundo o consultor Shielbert Santos. “Em vez de um animal por hectare, como é comum em áreas de sequeiro, é possível chegar a dois”, explica. Isso representa maior produtividade sem necessidade de adquirir mais terra.

Outra vantagem está na economia com estrutura. Enquanto a cerca tradicional pode ultrapassar R$ 15 mil por quilômetro, o sistema rotacionado utiliza cerca elétrica, com custo inicial de aproximadamente R$ 2.500 — valor ainda mais acessível nas ampliações. 

Nos projetos implantados em Barra do Corda também vem sendo adotado o uso de eletrificadores com placas solares acopladas, dispensando a necessidade de energia elétrica convencional. Isso permite a implementação da tecnologia mesmo em áreas remotas, onde não há acesso à rede elétrica, ampliando as possibilidades de manejo sustentável em pequenas propriedades.

Na Fazenda Santa Clara, o gerente José Pereira Viana já comemora os benefícios no manejo. “A rotação ajuda no controle do pasto, sobra mais capim e o gado fica mais tranquilo. Gado bem alimentado e com água boa desenvolve melhor e dá mais resultado”, diz.

Com apoio do Sebraetec, produtores recebem consultorias para tornar a produção mais eficiente e sustentável. (Sebrae/Divulgação)

Investimento constante

Com um rebanho de mais de 10 milhões de cabeças, o Maranhão ocupa posição de destaque no cenário pecuário nordestino. Segundo o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (IMESC), a produção animal no estado cresceu 32,6% em 2022, sinalizando o potencial de valorização contínua da atividade.

Diante desse cenário, produtores que desejam aumentar a eficiência sem ampliar área ou comprometer o solo, o pastejo rotacionado surge como uma solução acessível, prática e de alto impacto. 

De acordo com André Veras, gerente da Unidade de Negócios do Sebrae em Grajaú, a iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de fortalecimento da pecuária na região. “Trabalhamos a gestão da propriedade aliada à adoção de práticas eficientes. Com o pastejo rotacionado, o produtor consegue aumentar a produtividade, reduzir custos e melhorar os resultados”, conclui.

Prefeito acusado de matar policial deverá tirar licença de 180 dias

Após prestar depoimento nessa segunda-feira (7) na Delegacia Regional de Presidente Dutra, o prefeito de Igarapé Grande, João Vitor Xavier (PDT), deixou o local em liberdade. Ele é investigado pela morte do policial militar Geidson Thiago dos Santos, de 39 anos, assassinado a tiros durante uma vaquejada na cidade de Trizidela do Vale.

A Polícia Civil confirmou que João Vitor se apresentou voluntariamente com apoio de sua equipe jurídica. Segundo o delegado César Ferro, a apresentação fora do flagrante inviabiliza a prisão imediata, conforme jurisprudência do Supremo Tribunal Federal. “É importante esclarecer que, como a apresentação foi espontânea e fora das hipóteses de flagrante delito, não caberia que ele fosse autuado em flagrante pela delegacia de Presidente Dutra, conforme entendimento consolidado pelo Supremo Tribunal Federal. A continuidade do processo dependerá de um eventual mandado de prisão solicitado ao Judiciário”, explicou.

Durante o depoimento, João Vitor afirmou que agiu em resposta a uma ameaça iminente. Ele relatou que foi hostilizado por um homem que desconhecia ser policial, e que, após uma discussão e um empurrão, viu o adversário sacar uma pistola. Segundo sua defesa, o prefeito reagiu efetuando os disparos com um revólver calibre .38 — arma que estaria irregular e foi descartada no local do crime.

A vítima, identificada como Geidson dos Santos, era lotada no 19º Batalhão da PM e estava de folga. Ele foi socorrido, mas morreu após ser transferido para um hospital em Peritoró.

O prefeito deverá solicitar uma licença de 180 dias para se dedicar à sua defesa. Durante o período, o comando da prefeitura ficará com a vice-prefeita Maria Etelvina (PDT).

Dr. Mendes analisa 10 anos de casos de dengue em Codó em seu Trabalho Técnico Científico

O advogado e acadêmico de Medicina, Dr. Mendes, concedeu entrevista à mídia digital nesta semana, destacando seu Trabalho Técnico Científico (TTC), que marca a reta final de sua graduação pela Faculdade Pitágoras. Em formato de artigo e publicado na revista eletrônica Acervo +, o TTC tem como tema “Análise Epidemiológica dos Casos de Dengue entre 2014 e 2024 na Microrregião de Codó”, abordando um problema recorrente e de extrema relevância para a saúde pública.

O trabalho científico teve como membros da banca avaliadora: o Orientador, Prof. Dr. Ian James Oliveira, e demais membros, Prof. Msc. Rodrigo Lopes Gomes Gonçalves e Prof. Esp. Italo Rafael Costa e Silva.

O estudo traz um panorama detalhado da incidência da dengue na região, ressaltando que a doença, transmitida pelo mosquito Aedes aegypti, é mais comum em áreas tropicais e subtropicais e pode se manifestar de diversas formas clínicas. Dr. Mendes também chama atenção para os desafios enfrentados no combate à doença, como a sobrecarga no sistema de saúde, baixa adesão a práticas preventivas, subnotificação de casos e a descontinuidade de programas de enfrentamento ao vetor.

Objetivos do Estudo

Com o objetivo de identificar padrões epidemiológicos, analisar a sazonalidade das infecções e esclarecer a taxa de mortalidade ao longo dos últimos dez anos, a pesquisa adotou uma abordagem epidemiológica e retrospectiva. Foram utilizados dados do DATASUS e SINAN, com o auxílio das ferramentas Tabnet e Excel 2021, obedecendo a critérios diagnósticos e de evolução dos casos.

Entre os principais resultados, o artigo apresenta a quantidade de notificações registradas e a evolução dos casos entre 2014 e 2024. As conclusões indicam que o aumento nas confirmações laboratoriais está diretamente ligado ao avanço nos métodos diagnósticos, e que a maioria dos casos evolui para cura com sintomas leves ou sem agravamentos. Ainda assim, a subnotificação permanece como um entrave para ações efetivas de controle, reforçando a necessidade de fortalecer a vigilância em saúde.

O estudo apresentado pelo Dr. Francisco Mendes de Sousa e teve como orientador Dr. Ian Jhemes Oliveira, e a coautoria de Marcus Vinicius Medeiros de Andrade, Patrick Henrique Silva Paula, Wellygton Torres Rolim. A produção acadêmica de Dr. Mendes reforça o papel fundamental da pesquisa científica como aliada das políticas públicas e do planejamento estratégico na área da saúde, especialmente em regiões vulneráveis como a microrregião de Codó.

Presidente do Sistema FAEMA/SENAR visita Codó e destaca importância da formação técnica no campo

Nesta semana, o presidente do Sistema FAEMA/SENAR, Raimundo Coelho, esteve em Codó para visitar as instalações da sede do Sindicato dos Produtores Rurais (SINCODÓ), local onde funcionará o novo Polo da Rede e-Tec do SENAR. O espaço, que está passando por uma ampla reforma, abrigará o curso Técnico em Zootecnia, voltado para a formação profissional de jovens e adultos do meio rural.

Ao lado do Presidente do SINCODÓ, Iedo Barros, e do mobilizador do FAEMA/SENAR no município, Elias Araújo, Raimundo Coelho visitou todas as instalações da nova sede, cujas obras encontram-se em fase de conclusão.

Polo da Rede E-Tec em Codó

A iniciativa é fruto da parceria entre a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Maranhão (FAEMA), do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), e o Ministério da Educação, por meio da Rede e-Tec Brasil, que oferece cursos técnicos de nível médio na modalidade a distância, com encontros presenciais nos polos de apoio.

O objetivo é levar qualificação técnica de qualidade ao homem do campo, integrando educação e tecnologia, com foco na valorização do agronegócio e no fortalecimento da agricultura familiar.

“É uma grande satisfação ver Codó integrando a Rede e-Tec do Sistema FAEMA/SENAR, que representa uma revolução silenciosa no campo. Através da educação técnica e do uso da tecnologia, estamos preparando uma nova geração de produtores, mais conscientes, capacitados e preparados para os desafios do setor rural. O Polo de Codó será uma referência em formação profissional e contribuirá diretamente para o desenvolvimento do município e da região”, disse Raimundo Coelho.

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