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O Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Codó (SAAE) recebeu novos tubos e caixas d’água que serão utilizados para ampliar e otimizar o abastecimento de água nas comunidades da zona rural do município. A iniciativa integra as ações da Prefeitura de Codó para enfrentar o problema histórico da falta de água potável em diversas localidades.
De acordo com o SAAE, somente em 2025 foram perfurados 17 poços artesianos. Já em 2026, os trabalhos foram retomados com a construção de 5 poços, totalizando 22 novos poços. A meta da gestão municipal é expandir o sistema e levar água a todas as comunidades da zona rural.
As caixas d’água e os canos foram entregues no laboratório do SAAE e serão destinados aos novos poços já perfurados nos povoados de Mocorojó, São Bento, São Domingos, Vila Verde, Vista Alegre, Roncador e Trizidela. O material será utilizado na implantação da rede de distribuição e na ligação individual para cada residência.

O prefeito Chiquinho FC (PT) e o Diretor do SAAE, Carlos Flavio, estiveram no local para acompanhar a entrega dos materiais.
A proposta é que cada domicílio receba um ponto de água com torneira instalada na porta, garantindo mais comodidade, saúde e qualidade de vida para as famílias beneficiadas. Além da implantação das novas redes, os tubos também serão empregados na manutenção do sistema de abastecimento já existente no município.

A principal finalidade dos equipamentos é assegurar que comunidades que por décadas não tiveram acesso à água potável passem a contar com um serviço regular e de qualidade, reforçando o compromisso da gestão municipal com a infraestrutura e o bem-estar da população rural.
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Um bebê de nove meses morreu na tarde do sábado (28) após ser ejetado de uma cadeirinha sem cinto de segurança em um acidente de trânsito em Santa Catarina.
Havi Luca Maciel Becker estava no banco de trás de um carro que capotou em Morro Grande, a 233 quilômetros de Florianópolis. O acidente aconteceu no sábado (27), segundo a Polícia Civil de Santa Catarina.
Menino precisou ser socorrido de helicóptero, em estado grave, ao Hospital São José, de Criciúma. Segundo o Serviço Aeropolicial de Santa Catarina, Havi tinha um quadro grave de traumatismo craniano e estava inconsciente quando foi levado ao hospital.
A morte dele foi constatada na unidade de saúde. Os acompanhantes de Havi sobreviveram, mas não tiveram os estados de saúde divulgados pela polícia.
O menino foi velado no Cemitéro Jardim da Paz, em Araranguá, na tarde de domingo. Ele foi enterrado na manhã deste domingo (1º), segundo a Funerária Santa Terezinha.
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Uma mulher foi morta a facadas pelo companheiro na noite do último sábado (28), no bairro Coqueiral, em Itinga do Maranhão. O filho do casal, de 13 anos, presenciou as agressões. Após o crime, o suspeito tirou a própria vida.
Segundo informações da Polícia Militar, a vítima foi identificada como Auriane Silva Castro, e o agressor como Charles Bezerra da Silva.
De acordo com os relatos repassados às autoridades, Auriane havia saído para encontrar amigos e retornou para casa por volta das 22h. Após tomar banho, ela se deitou para dormir, momento em que teria sido surpreendida pelo companheiro, que iniciou as agressões com golpes de faca dentro da residência.
Ainda conforme a polícia, a mulher conseguiu reagir e correu para a rua em busca de ajuda. O filho do casal tentou intervir, mas foi empurrado pelo pai.
Mesmo do lado de fora da casa, o agressor continuou as agressões. Em seguida, fugiu do local e, minutos depois, se jogou na frente de um caminhão, morrendo ainda na via.
Equipes do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foram acionadas, mas, ao chegarem, constataram que Auriane já estava sem vida.
O caso está sendo investigado pelas autoridades competentes.
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“Quando começa a chover forte, eu já fico com o coração apertado. Sei que a água vai entrar de novo.” É assim que a moradora Luísa Fortes, 44 anos, descreve a rotina nos dias de chuva intensa em São Luís. Mãe de quatro filhos, ela vive a apreensão sempre que o céu escurece, porque sabe que o próximo passo é assistir às ruas do bairro começarem a alagar.
Para Luísa, não é apenas o prejuízo material que preocupa. “Eu entro em pânico com medo das doenças. Eu vejo essa água suja entrando em casa e penso logo nos meus filhos. Tenho muito medo de leptospirose, dessas infecções que podem aparecer depois”, relata.
Ela conta que, quando a água invade a residência, a prioridade é proteger as crianças e tentar salvar móveis e eletrodomésticos. “A primeira coisa que faço é colocar as crianças em cima da cama, tentar levantar o que dá. Mas não tem como evitar o contato. A gente pisa na água, molha roupa, molha tudo”, desabafa. Depois que a chuva para, a tensão continua. “Quando a água baixa, eu lavo tudo com água sanitária, mando as crianças tomarem banho, fico observando se aparece febre ou qualquer sintoma. A gente vive em alerta”, conta.
Luísa afirma que a situação se repete a cada inverno. “Toda vez é a mesma coisa. Quando a chuva aperta, eu já sei que vou passar a noite acordada, limpando a casa e com medo do que pode acontecer depois”, lamenta. Enquanto o período chuvoso segue no Maranhão, histórias como a de Luísa Fortes revelam que, para muitas famílias, cada chuva forte é sinônimo de tensão, cuidado redobrado e preocupação constante com a saúde.

DOENÇAS
O temor tem fundamento. De acordo com a enfermeira e professora do IDOMED São Luís, Erika Chaib, a água da chuva em áreas urbanas pode estar contaminada por lixo, esgoto e urina de roedores, aumentando o risco de doenças como leptospirose, hepatite A, gastroenterites e infecções de pele.
“Em áreas urbanas, a água da chuva costuma se misturar com lixo, esgoto, fezes de animais, urina de roedores, óleo, produtos químicos e outros contaminantes presentes nas ruas. Esse contato pode expor a população a microrganismos como bactérias, vírus e parasitas”, explica a especialista.
Entre as doenças mais associadas ao contato com água contaminada está a leptospirose, causada por uma bactéria presente principalmente na urina dos ratos. A infecção pode acontecer quando a água entra em contato com pequenos cortes ou feridas na pele. “No caso da leptospirose, os quadros podem evoluir para formas graves, com comprometimento renal e hepático”, alerta Erika Chaib.
Também podem ocorrer hepatite A, gastroenterites virais e bacterianas, com diarreia, vômitos e desidratação, além de parasitoses como verminoses. Infecções de pele provocadas por fungos e bactérias também são comuns após exposição prolongada à água suja. O tétano é outro risco, principalmente quando há ferimentos causados por objetos contaminados durante enchentes ou na limpeza de áreas atingidas.
Erika lembra ainda que o período chuvoso favorece a proliferação de vetores. Embora a dengue não seja transmitida pelo contato direto com a água da chuva, o acúmulo de água parada aumenta os criadouros do mosquito Aedes aegypti. Animais peçonhentos também podem aparecer com mais frequência em áreas alagadas.
Os sintomas variam conforme a doença, mas alguns sinais devem acender o alerta. “Os sintomas variam conforme a doença, mas os mais comuns incluem febre, dor de cabeça, dores musculares, diarreia, náuseas, vômitos, vermelhidão nos olhos e lesões na pele”, ressalta.

CUIDADOS
Crianças, idosos e pessoas com cortes ou feridas na pele devem ter atenção especial. “Crianças e idosos possuem o sistema imunológico mais vulnerável, o que facilita o desenvolvimento de infecções”, pontua a enfermeira.
Ela reforça que qualquer lesão pode servir como porta de entrada para microrganismos. “Pessoas com feridas, cortes ou arranhões na pele têm uma porta de entrada direta para microrganismos presentes na água contaminada, aumentando significativamente o risco de infecções locais ou sistêmicas”, explica.
Apesar dos riscos, algumas medidas práticas ajudam a reduzir as chances de adoecer. Após qualquer contato com água de enchente, a orientação é lavar bem a pele com água limpa e sabão, especialmente mãos e pés.
“Após o contato, é fundamental lavar bem a pele com água limpa e sabão, especialmente mãos e pés. Feridas devem ser higienizadas e protegidas adequadamente”, orienta Erika Chaib. Roupas e calçados utilizados durante o contato devem ser lavados e secos ao sol. Evitar andar descalço em áreas alagadas também é essencial.
Se surgirem sintomas como febre, diarreia, vômitos ou dores no corpo, é importante procurar atendimento médico e informar sobre o contato com água de enchente. “Caso surjam sintomas como febre, diarreia, vômitos ou dores no corpo, a pessoa deve procurar imediatamente um serviço de saúde, informando o histórico de contato com água de enchente”, conclui.
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A Associação dos criadores do Vale do Itapecuru (ACRIVI) foi palco da apresentação da palestra ministrada pelo Secretário de Meio Ambiente da Prefeitura Municipal de Codó, Ferdinando Rocha, que abordou o Novo Marco do Licenciamento Ambiental no Brasil, destacando sua evolução histórica, fundamentos legais e mudanças recentes voltadas à padronização nacional, digitalização e previsibilidade de prazos, com impactos diretos para produtores rurais, pecuaristas, empreendedores locais e órgãos de controle.
Na oportunidade, o palestrante revisitou a Política Nacional do Meio Ambiente (Lei 6.938/1981), a Resolução CONAMA 237 e princípios constitucionais de 1988 sobre o direito ao meio ambiente equilibrado, contextualizados frente à Lei 15.190 (2025), ainda em discussão com vetos. O secretário falou sobre que diz o novo marco, que traz novas modalidades, como a Licença por Autodeclaração e Compromisso (LAC) para baixo impacto, responsabilização solidária entre empreendedor e técnico, prazos com deliberação tácita, continuidade de EIA/RIMA para grande impacto e expansão do rol de dispensa com condicionantes.
“A convite da presidente Inalda Beder tivemos a oportunidade de nos reunir com os sócios da associação de criadores e alguns convidados para discutir esse tema tão relevante, que é o novo marco do licenciamento ambiental. Quais as perspectivas, pontos positivos, pontos negativos, uma contextualização histórica do início da estruturação da nossa legislação brasileira sobre o licenciamento, as dificuldades, as mudanças, as novas modalidades de licenciamento no Brasil”, explicou Ferdinando Rocha.

O Vice-presidente da ACRIVI Jovem, João Henrique Belo, avaliou a palestra de forma muito positiva para os produtores de Codó e reafirmou o compromisso de projeto com a SEMMAM. “Muito importante as informações para que os associados e produtores possam se atualizar a respeito do assunto, para que possam se adaptar às novas exigências e as novas modalidades do novo marco do licenciamento ambiental. E aproveitamos para reforçar nossa parceira da ACRIVI Jovem com a secretaria de Meio Ambiente para o projeto de arborização do Parque Walter Zaidan”.

Para a Presidente da ACRIVI, Inalda Beder, levar palestrantes e temas concernentes ao desenvolvimento do agronegócio é fundamental para a constante atualização dos associados. “A disseminação do conhecimento sobre o novo marco do licenciamento ambiental é imprescindível para a Associação dos Criadores do Vale do Itapecuru. Ao se manter informados, os associados não apenas garantem a legalidade de suas atividades, mas também contribuem para a construção de um futuro sustentável para a agropecuária na região. A promoção de oficinas, palestras e debates sobre o tema pode ser um caminho eficaz para capacitar todos os envolvidos, fortalecendo a associação e garantindo a preservação do meio ambiente para as futuras gerações”, concluiu.














