
O Brasil registrou 6.904 vítimas de feminicídio consumado e tentado em 2025, segundo o Relatório Anual de Feminicídios no Brasil 2025, elaborado pelo Laboratório de Estudos de Feminicídios da Universidade Estadual de Londrina (Lesfem/UEL). O número representa um aumento de 34% em relação a 2024, quando foram contabilizadas 5.150 ocorrências.
Do total, 2.149 mulheres foram assassinadas, o que equivale a uma média de 5,89 mortes por dia por razões de gênero no país. Outros 4.755 casos foram tentativas de feminicídio, em que a vítima sobreviveu à ação violenta.
O levantamento indica ainda uma diferença considerável em relação aos dados oficiais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que apontam um número menor de mortes. A diferença é atribuída à subnotificação de casos e problemas na tipificação dos crimes no momento do registro policial.
Segundo o estudo, a maioria dos crimes ocorreu no âmbito íntimo, com companheiros, ex-companheiros ou pessoas próximas às vítimas sendo os principais agressores. A maior parte das mortes e agressões aconteceu dentro de residências.
O relatório também traça o perfil das vítimas e dos agressores. A faixa etária predominante entre as mulheres mortas situa-se entre 25 e 34 anos, e muitas tinham filhos ou dependentes. Em diversos casos, as vítimas já haviam registrado queixas contra o agressor antes do feminicídio.
Especialistas e organizações de direitos humanos destacam que os números alertam para a necessidade de políticas públicas mais efetivas de prevenção, proteção e acolhimento às mulheres em situação de violência. A persistência da violência de gênero e o crescimento dos casos revelam desafios significativos para a segurança pública e a sociedade brasileira.















