
Uma mulher de 33 anos foi presa preventivamente pela Polícia Civil na última segunda-feira (9), em Gravataí, na Região Metropolitana de Porto Alegre, sob a acusação de maus-tratos qualificados. A prisão ocorreu após exames laboratoriais confirmarem a presença de cocaína no organismo de sua filha, uma criança de apenas 3 anos de idade.
Entenda o Caso
A investigação teve início em setembro de 2025, quando o pai da menina — que compartilha a guarda com a mãe — buscou a filha para passar o final de semana. Ao notar que a criança apresentava um comportamento atípico, agindo de forma “grogue”, sonolenta e com dificuldades motoras, o pai a levou imediatamente a uma unidade de saúde.
No hospital, os médicos solicitaram um exame de urina, que apresentou resultado positivo para a substância entorpecente. Diante da gravidade, a Polícia Civil solicitou a prisão preventiva da genitora ainda no ano passado, mas ela permaneceu foragida até ser localizada na última segunda-feira (9), no bairro São Vicente.
Relato da Criança e Defesa
De acordo com a delegada Amanda Andrade, responsável pelo caso, a menina relatou que a mãe teria lhe dado um “remédio”. Em seu depoimento após a prisão, a mulher negou ter oferecido a droga propositalmente. Ela alegou que um “amigo” (seu atual namorado) teria utilizado cocaína no banheiro da residência e deixado um “pino” (recipiente da droga) no local, que teria sido ingerido acidentalmente pela criança.
Entretanto, a polícia destacou que a suspeita já possui antecedentes criminais por maus-tratos envolvendo outros filhos, tendo inclusive submetido menores a situações de constrangimento no passado. O pai da vítima já havia solicitado a guarda unilateral da menina anteriormente, alegando desconfiança sobre o histórico da mãe com o uso de substâncias.
Próximos Passos
O inquérito policial aguarda agora os laudos complementares do Instituto-Geral de Perícias (IGP) para determinar a dosagem exata da substância encontrada no organismo da criança. A mãe permanece à disposição da Justiça e poderá responder por crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
A menina, que passou por atendimento médico na época do ocorrido, segue sob os cuidados do pai e apresenta bom estado de saúde.















