Moro critica prisão domiciliar de Bolsonaro e diz que “escalada da crise não interessa ao Brasil”: “Sequer foi julgado”

O senador e ex-ministro Sergio Moro criticou com veemência a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do STF, de decretar prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “Não é possível concordar com a imposição de prisão domiciliar e censura a Bolsonaro, que sequer foi julgado”, afirmou nesta terça-feira (5).

Moro também alertou que a medida pode intensificar ainda mais a crise política no país. “A escalada da crise não interessa ao Brasil”, declarou o senador em suas redes sociais, sugerindo que a estratégia adotada pelo Supremo pode provocar instabilidade desnecessária no cenário institucional.

A prisão domiciliar foi determinada após Bolsonaro, em manifestação no Rio de Janeiro, supostamente violar restrições judiciais ao participar de ato via chamada de vídeo. Moraes considerou que isso configurou desacato ao STF mesmo com proibição de uso indireto de redes sociais. Como consequência, Bolsonaro foi submetido à tornozeleira eletrônica, teve os celulares apreendidos e viu todas as visitas proibidas, exceto a seus advogados.

A decisão judicial gerou reações imediatas de setores conservadores. Moro destacou que Bolsonaro ainda não foi submetido a julgamento de mérito e que medidas tão restritivas sollten ser adotadas apenas após condenação formal. Ele classificou a censura imposta como uma quebra de garantias democráticas.

A prisão domiciliar ocorre no contexto da investigação sobre a suposta tentativa de golpe de Estado liderada por Bolsonaro em 2022. Mesmo com acusações graves, como organização criminosa e tentativa de abolição do Estado de Direito, o julgamento formal ainda está em curso no STF

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