
Um homem de 42 anos foi preso na noite deste domingo (23) acusado de estupro de vulnerável no Jardim Jequitibás, em Limeira. Segundo relatado à Polícia Civil, policiais militares foram acionados até o local, em uma residência, e quando chegaram encontraram as pessoas na via pública.
Os policiais militares conversaram com um adolescente de 13 anos, que disse que durante a tarde deste domingo (23), por volta das 17h, ao acordar viu seu pai encostado na parede com sua irmã, uma menina de 10 anos que é deficiente, beijando-a e passando as mãos nela. Mais tarde, após se alimentarem, foram deitar todos no mesmo quarto.
O adolescente disse que resolveu ficar acordado para vigiar a irmã dele e ter a certeza caso visse o pai dele tentando algo contra a irmã novamente. O menino relatou que viu o pai se levantar para conferir se ele e sua mãe estavam dormindo e após confirmar isso chamou a irmã, colocando-a deitada no chão. O pai se deitou por cima dela e começou a beijá-la, fazendo movimentos pélvicos contra a menina. Nesse momento o adolescente passou a gritar “te peguei safado”.
A mãe dele acordou e acendeu a luz do quarto. A mulher disse que após acender as luzes flagrou o marido sentado no chão, com a filha no meio de suas pernas, com as barras da calça dela levantadas. A mãe ainda disse que a menina apresentava vermelhidão na região do pescoço.
A PM conduziu as partes até o hospital, onde o médico plantonista notou que a calça que a vítima utilizava estava rasgada na região das partes íntimas, rasgo este que não existia quando foram se deitar, segundo a mãe. O médico não constatou penetração. Em seguida as partes foram conduzidas ao Plantão Policial de Limeira.
Na delegacia o irmão da vítima confirmou os fatos ao delegado plantonista. O acusado do crime disse que não consumou nenhum ato e que a filha gosta dele e vai até ele durante a noite. O delegado registrou que o indiciado apresentava forte odor etílico e que não conseguiu prosseguir com o interrogatório por incongruência de raciocínio e fala inconsistente. O homem permaneceu preso. (Cauê Pixitelli)













