
O preço do óleo diesel no Brasil registrou uma elevação acentuada no último mês, acumulando uma alta de 24,3% nas bombas de combustíveis. Segundo o levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), divulgado nesta sexta-feira (27), o preço médio do diesel S10 encerrou a semana em R$ 7,57 por litro, contra os R$ 6,09 registrados no final de fevereiro.
Esta é a quarta semana consecutiva de reajustes nos postos. O movimento acompanha a valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada pela instabilidade no Oriente Médio, que elevou o barril do tipo Brent para patamares superiores a US$ 100.
Variações Regionais e Preços Máximos
Os dados da ANP revelam disparidades regionais significativas. Embora a média nacional esteja em R$ 7,57, o combustível já é comercializado por valores próximos a R$ 10 em determinadas localidades. Em municípios como Cruzeiro do Sul (AC), Parintins (AM) e Porto Seguro (BA), o preço médio já ultrapassa a marca de R$ 9. O valor máximo identificado pela agência nesta semana foi de R$ 9,99 em um posto no interior de São Paulo.
Em comparação com outros combustíveis, o diesel apresentou a maior escalada no período:
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Óleo Diesel S10: +24,3% (Média de R$ 7,57)
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Gasolina Comum: +7,96% (Média de R$ 6,78)
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Etanol Hidratado: +2% (Média de R$ 4,72)
Medidas Governamentais
Para tentar conter o impacto da alta no frete e, consequentemente, na inflação de alimentos e produtos, o Governo Federal anunciou um pacote de medidas de emergência. Entre as ações estão a isenção de PIS/Cofins sobre o diesel (redução de R$ 0,32 por litro) e a criação de um programa de subvenção para produtores e importadores, operado pela ANP.
O objetivo do subsídio é mitigar o repasse integral da volatilidade internacional para o consumidor final. Entretanto, entidades do setor e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) apontam que a estrutura atual de distribuição e a dependência de importações dificultam que as desonerações cheguem integralmente às bombas.
Impacto Econômico
O setor de transporte de cargas alerta para o efeito cascata do aumento. Como o diesel é o principal insumo do transporte rodoviário no país, o reajuste acumulado de 24% pressiona os custos operacionais das transportadoras e deve ser repassado aos preços de produtos de consumo básico nas próximas semanas.
O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) e o Procon também intensificaram a fiscalização para apurar possíveis práticas abusivas e garantir que as medidas de desoneração tributária sejam aplicadas pelos revendedores.













